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O CURSO
Descrição do curso

A mais antiga graduação em Filosofia em atividade no Brasil 

Ao mesmo tempo em que vivemos enormes desafios na atualidade, que exigem da Universidade respostas, consideramos que em diferentes momentos a Filosofia foi capaz de fornecer aparato crítico tanto para que a situação como tal fosse compreendida, quanto para que fosse possível produzir a crítica ao estabelecido e a criação do novo.

O Projeto Pedagógico Institucional da PUC-SP (PPI-PUCSP) reconhece, de maneira geral, a importância desse papel da Filosofia ao afirmar que o legado que a PUC-SP criou teve como base “valores ético-humanistas”, e que, no cenário atual, trata-se de repensar a Universidade tendo como referência esses mesmos valores, ou seja, trata-se de pensar a Universidade de modo que possa responder aos desafios referidos acima sem modismos, mas segundo os mesmos princípios: “valores ético-humanistas, sensibilidade política, compromisso social e vivência democrática”.

A idéia de rumos inovadores para a formação superior na PUC-SP nada mais é do que a idéia de reafirmar rumos anteriormente definidos e que perderam em algum momento sua direção. O que para nós, do Departamento de Filosofia, significa manter a firmeza em relação a certos princípios que estão sempre correndo o risco de serem solapados por exigências como “mercado de trabalho”, “produtividade”, eficácia, “respostas a exigências externas”.

O PPI ainda afirma que as reformas requeridas neste momento devem traduzir-se na “formação de profissionais adequados aos nossos tempos e às atuais demandas da sociedade” (p.8). É necessário que reflitamos cuidadosamente sobre o que significa um profissional “adequado aos nossos tempos e às atuais demandas”. Certamente não podemos esquecer que o papel da Universidade é também o de intervenção social. Essa intervenção pode se dar tanto de forma direta, com a elaboração de propostas cuja aplicação se destina claramente a um campo de problemas, quanto de forma indireta, na formação de profissionais competentes e críticos. A contribuição que a Universidade pode dar em relação à atuação dos egressos fora dela é a de fomentar nos alunos uma postura criativa e desestimular a idéia da aplicação prática imediata como critério de ensino. Nossos cursos devem criar nos alunos a disposição para a atuação crítica e criadora, e não para a atuação mecânica, isto é, a aplicação instrumentalizada dos conceitos aprendidos na Universidade.

O centro de nossa atuação deve ser o de fazer florescer nos alunos a capacidade de tornar o aprendizado e o aprendido em algo útil relativamente a valores éticos, e de fazer florescer também a percepção de que o mundo não cabe dentro de nossos conceitos, e não se reduz às “nossas” práticas tecnicistas. É com base nesses princípios que entendemos o curso de Filosofia da PUC-SP. É isso que consideramos que devemos oferecer aos nossos alunos, e o projeto ora apresentado pretende tornar palpável tal concepção.

Sabemos que nossos currículos têm especificidades de que não podemos abrir mão, no entanto essas especificidades devem ser vistas como partes esperando por uma maior integração. Não devemos dar ao aluno a falsa idéia de que as questões estão resolvidas na técnica de aplicação dos saberes. Isto os coloca numa certa desvantagem em relação às próprias exigências do mercado. Ele deve ir além dele.

Para nós isso põe em relevo o papel que a Filosofia tem no ensino na atualidade: mais uma vez a Filosofia deve retomar o seu rumo no sentido de trazer à tona aquilo que tem sido a sua tarefa, isto é, ser a memória da história humana, de suas esperanças e valores.

Desde o seu surgimento a Filosofia tem como vocação tomar o homem como centro de suas reflexões. Essa é a lição que Sócrates nos deixou. Segundo os relatos dos que foram seus contemporâneos, Sócrates circulava pelas ruas e mercados de Atenas disposto a encetar discussões com seus concidadãos a respeito daquilo que eles pensavam que sabiam para levá-los a concluir que nada sabiam, e então estarem disponíveis a aprender. Seu discípulo, Platão, dedica-se na República à discussão do que deve ser a educação no estado ideal, educação essa voltada para a realização dos fins últimos do estado e de seus cidadãos conforme a orientação do filósofo. Na sua origem, filosofia e educação (pedagogé) estão unidas por laços estreitos e, na sua origem, a educação, enquanto atividade estava voltada para a formação do cidadão. Ela é uma prática ligada a outra prática, a da reflexão. Essas atividades foram desvinculadas, de tal maneira que a educação passou a ser tanto a produção de hábitos conforme os costumes e a moral (Locke, em Alguns pensamentos sobre a educação, defende essa concepção), conceito esse criticado tanto por Descartes, em nome da posse da razão, quanto por Rousseau, em nome de algo que ele chamará de natureza.

A interface entre a filosofia e a educação adquiriu diferentes facetas ao longo dos séculos. Hoje nos encontramos diante de um afastamento da Filosofia em face da educação tal como ela é praticada nos diversos níveis de ensino por se configurar como uma atividade que pretende transmitir conteúdos sem que, ao mesmo tempo, se dê ao aluno uma formação que possa contribuir para sua independência intelectual e autonomia de ação. Trata-se, portanto, de estabelecer o ponto de cruzamento entre os temas filosóficos por excelência, grosso modo aqueles voltados para questões existenciais e epistemológicas, e o significado posto hoje para a educação na LDB, presentes também no Projeto Institucional de Formação de Professores da Educação Básica (PIFPEB) da PUC-SP, que é a da formação do cidadão. Acreditamos que tal articulação só possa ser feita sob a égide da compreensão de que educar, ensinar, não é inculcar conteúdos e nem doutrinar, mas levar o outro a aprender. Dessa forma, por meio de discussões voltadas para esse tema nas disciplinas do núcleo de formação de professores, o departamento considera poder contribuir para uma reflexão da educação sobre si mesma.

Sistema de Aprovação: 

 

O registro do sistema de avaliação é feito pela escala numérica de 0 a 10 (zero a dez). A aprovação dar-se-á naquelas disciplinas em que o aluno obtiver a nota final mínima de 5,0 (cinco) e um mínimo de 75% de freqüência às horas-atividades programadas para cada disciplina. A falta de freqüência ou nota insuficiente resultará na reprovação integral do aluno na disciplina.
Sobre o curso
Duração:
04 anos (Bacharelado); 3 anos (Licencenciatura)

Turnos: Matutino e Noturno
Vagas:
30 vagas (Bacharelado)/ 20 vagas (Licenciatura) para cada turno

Campus:
Campus Perdizes
Corpo Docente: Clique aqui
Reconhecimento:

Reconhecimento – Dec. Federal nº 6.526, 02/11/1940
Renovação de Reconhecimento - Licenciatura - Portaria nº 286, de 21/12/2012 .
Bacharelado - Portaria nº 286, de 21/12/2012.


Nota Enade: 04 (ENADE 2008)
Nota CPC: 04
Fale com o coordenador
Coordenador: Jonnefer Francisco Barbosa
Vice: Yolanda Glória Gamboa Muñoz

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