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O CURSO
Descrição do curso

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O curso de Engenharia de Produção foi proposto ao Conselho departamental por professores do curso de Engenharia Elétrica e do curso de Física em março de 2007 para ser implantado em fevereiro de 2008.

Orienta-se pela Legislação Educacional em vigor no país, pelas Diretrizes para a Graduação da PUC/SP consubstanciadas no Projeto Pedagógico Institucional da PUC-SP (PPI), pelas Diretrizes da ABEPRO – Associação Brasileira de Engenharia de Produção e pelas Diretrizes curriculares dos cursos de engenharia. A resolução CNE/CES nº 11/2002 estabeleceu as diretrizes curriculares para os cursos de Engenharia;

O Curso de Engenharia de Produção está concebido como uma etapa da formação profissional básica, como requisito para o processo autônomo de educação continuada. Propõe-se a formar um profissional crítico da realidade nacional, capaz de elaborar diagnósticos e propor soluções aos desafios da ação profissional. Organiza-se por meio de um projeto pedagógico de formação (e não em currículos mínimos), com destaque ao perfil do profissional que se propõe formar: competências e habilidades, dimensões políticas, sociais e éticas. Busca consolidar a articulação entre teoria e prática e o desenvolvimento de uma formação efetiva a partir da realidade social. Entende a avaliação como uma referência para mediação professor/aluno e a estende a diferentes contextos: plano de ensino da disciplina/módulo/núcleo/outros, plano de formação do curso e análise crítica do processo de ensino-aprendizagem do curso.

A educação das relações étnico-raciais será desenvolvida na disciplina “Ética e Responsabilidade Social em Engenharia de Produção” e em eventuais atividades complementares.

Segundo International Institute of Industrial Engineering - IIIE - e Associação Brasileira de Engenharia de Produção - ABEPRO) "Compete à Engenharia de Produção o projeto, a modelagem, a implantação, a operação, a manutenção e a melhoria de sistemas produtivos integrados de bens e serviços, envolvendo homens, recursos financeiros e materiais, tecnologia, informação e energia. Compete ainda especificar, prever e avaliar os resultados obtidos destes sistemas para a sociedade e o meio ambiente, recorrendo a conhecimentos especializados da matemática, física, ciências humanas e sociais, conjuntamente com os princípios e métodos de análise e projeto da engenharia.". Portanto, produzir é mais que simplesmente utilizar conhecimento científico e tecnológico. É necessário integrar fatores de natureza diversas, atentando para critérios de qualidade, produtividade, custos, responsabilidade social, etc.  A Engenharia de Produção, ao voltar a sua ênfase para características de produtos (bens e/ou serviços) e de sistemas produtivos, vincula-se fortemente com as idéias de projetar e viabilizar produtos e sistemas produtivos, planejar a produção, produzir e distribuir produtos que a sociedade valoriza. Essas atividades, tratadas em profundidade e de forma integrada pela Engenharia de Produção, são fundamentais para a elevação da qualidade de vida e da competitividade do país.

O cenário vigente de atuação das organizações caracteriza-se pelo processo de internacionalização e globalização da economia, com graus crescentes de competitividade. Assim, o binômio Produtividade e Qualidade, que historicamente sempre foram elementos fundamentais de interesse e estudo da Engenharia de Produção, tornaram-se agora uma necessidade competitiva de interesse global não apenas de organizações, mas também de inúmeras nações. A formação dos grandes blocos econômicos mundiais (Comunidade Econômica Européia, Nafta, Mercosul, etc.) e conceitos como Manufatura de Classe Mundial ("World Class Manufacturing"), e Gestão da Qualidade Total ("Total Quality Management"), que se transformaram em jargões comuns ao setor industrial, levam à clara compreensão por parte dos empresários e profissionais do setor de que a sobrevivência e sucesso das empresas brasileiras passa pelo estudo e prática dos grandes temas ligados ao processo produtivo, objeto da Engenharia de Produção. Fator adicional é possibilitado pelos avanços tecnológicos, os quais, paradoxalmente, em vez de acentuarem as tendências para a superespecialização, estão revertendo este quadro no sentido de permitirem níveis adequados de integração de sistemas, exigindo profissionais com ampla habilitação nas técnicas e princípios da Engenharia de Produção.  Esse contexto, tem alterado significativamente o conteúdo e as habilidades esperadas da mão de obra em termos mundiais e essas mudanças tem se refletido fortemente na realidade e perspectivas profissionais do Engenheiro de Produção.

A necessidade dos conhecimentos e técnicas da Engenharia de Produção tem feito com que o mercado procure e valorize os profissionais egressos dos cursos desta área. Em função disso, a demanda pelos cursos de Engenharia de Produção tem sido muito grande, segundo apontam as estatísticas dos vestibulares. No Brasil, reportagens de revistas como Exame, Isto É e Veja, e de jornais como Folha de São Paulo, apontam a Engenharia de Produção como a Engenharia com as melhores perspectivas de mercado de trabalho previstas para esse final de século, juntamente com Telecomunicações e Mecatrônica.

Em 1993 existiam, no Brasil, 17 cursos de graduação em Engenharia de Produção (Boletim da ABEPRO de 08 de março de 1993).  Em 1996, no XVI Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP), o número de cursos de graduação em Engenharia de Produção já passava de 20.  A partir de 1998 houve um crescimento vertiginoso do número de cursos de Engenharia de Produção no Brasil, saltando dos 38 registrados em 1997 para aproximadamente 200 cursos em 2005, registrando-se a criação em torno de quase 20 cursos por ano.

O Curso de Engenharia de Produção, conforme está proposto, define rumos inovadores para a formação de profissionais de nível superior na área, pois estes profissionais terão uma formação sólida, empregando estes conhecimentos como instrumento de domínio de novas tecnologias sem esquecer do aspecto humano envolvido no processo. Estes aspectos além de contemplados neste projeto, também foram salientados pelo PPI quando ressalta que como não há diretrizes curriculares nacionais definidas pelo CNE específicas para a Engenharia de Produção, este projeto considera as diretrizes curriculares nacionais para os cursos de Engenharia (Resolução CNE/CES nº 11/2002 e Parecer CNE/CES nº 1362/2001). O projeto também foi fortemente norteado pelo documento produzido pela Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO), intitulado “Referenciais Curriculares da Engenharia de Produção”.

A integração se dará através de ações conjuntas no desenvolvimento de projetos de tecnologia e de gestão. As comissões didáticas dos cursos existentes na Universidade já realizam estudos e análises para verificar a possibilidade de integração em sala de aula. Para a elaboração das propostas dos cursos, todos os proponentes seguiram suas diretrizes curriculares, que implicam em atendimento de alguns conteúdos de ensino, não obrigatoriamente disciplinas.

Há uma tendência de unificar várias disciplinas que sejam comuns aos vários cursos. Isso visa otimização recursos, sem perder a especificidade da necessidade de cada curso. A instalação de ciclos básicos comuns, especialmente para os cursos do Departamento de Engenharia Elétrica é uma proposta para as próximas reformulações dos demais cursos. Para otimizar recursos, o curso de Engenharia de Produção propôs uma matriz curricular na qual o primeiro semestre é composto por disciplinas de conteúdo geral, permitindo que o aluno que ingresse no meio do ano, possa se agrupar com os alunos que já cursaram o primeiro semestre, sem nenhum prejuízo acadêmico. O núcleo básico comum não é realidade ainda, pois os demais cursos do Departamento de Engenharia Elétrica e do Bacharelado em Física ainda não seguem a mesma filosofia, pois já iniciam o primeiro semestre não só com disciplinas de conteúdo geral.

Área de atuação: 

O mercado de trabalho está em alta para o engenheiro de produção, com excelentes oportunidades de emprego. Na área financeira, é comum ao egresso atingir cargos de gerência e de diretoria em bancos, corretoras, seguradoras e outros setores. Devido à sua formação multidisciplinar, o engenheiro de produção pode atuar nos diversos seguimentos industriais, como o metal/mecânico e eletroeletrônico, na construção civil e empresas prestadoras de serviços.

Sobre o curso
Duração:

05 anos


Turnos: Noturno
Vagas:

50 vagas


Campus:
Campus Marquês de Paranaguá
Corpo Docente: Clique aqui
Reconhecimento:

Autorização: Deliberação CONSUN n° 21/2007, publicado em 18/12/2007


Nota Enade: Os alunos ainda não participaram do ENADE pois o curso é novo.
Fale com o coordenador

Prof. Francisco Xavier Sevegnani e Prof. Carlos Antonio França Sartori


 
 
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